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| © Vlada Karpovich | Pexels |
A proibição da celebração de aniversários natalícios é mais uma das polêmicas que envolve as Testemunhas de Jeová. Os argumentos da denominação se estabelecem sobre a coincidência de que nas duas comemorações mencionadas na Bíblia o resultado fora trágico: a morte do padeiro de Faraó, no Egito e a decapitação de João Batista por Herodes. A celebração de aniversário natalício de autoridades como reis e governantes era um evento importante, e o Antigo Testamento relata a idade em que reis começaram a governar, indicando que havia uma contagem de tempo. Nos dois casos que acabaram de maneira violenta, o fato de serem mencionadas na Bíblia se dá somente por uma questão de contexto: nessas ocasiões houve o envolvimento de importantes personagens bíblicos, sendo necessário relatar as situações que levaram à morte deles.
É razoável crer que se a celebração de aniversários fosse proibida ou desagradasse a Deus, Ele mesmo teria colocado uma proibição clara na forma de lei a Israel, assim como havia feito com outras leis que visavam separar seu povo escolhido dos costumes pagãos das nações vizinhas. Deus não deixa seus servos na escuridão com orientações nebulosas. O que sabemos é que todo jovem hebreu participava de uma cerimônia aos doze anos de idade, passando a responder religiosa e civilmente por seus atos. Isso por si só não deixa de ser como uma espécie de "celebração de aniversário".
Porém, o mais importante aqui é lembrar que não há nenhuma proibição na Bíblia quanto à celebração de aniversários – e tudo indica que eles eram de certa forma "celebrados". Os dois casos trágicos de que temos conhecimento só foram citados porque a história envolveu servos de Deus. Não podemos negar que a proibição dessa celebração tem causado traumas emocionais por todo o mundo ao longo de décadas. O cristão nunca deve ir além do que está escrito e seguir regras criadas por homens (1Co 4:6, Mt 15:9). Até mesmo costumes como acendimento de velas já perderam seu referencial e não tem mais qualquer significado pagão, ficando a decisão a critério do cristão, assim como acontece, por exemplo, com o uso de alianças de casamento e outros símbolos. É preciso ter em mente que símbolos tem seu valor dado por nós, e não o contrário. E ainda que tal data não fosse celebrada no passado, isso não significa que não possa ser celebrada 2 mil anos mais tarde com uma conotação não-pagã.
Portanto, se você receber o convite para uma festa de aniversário só o que você precisa avaliar são as companhias. Obviamente o cristão não desejaria estar em um meio imoral ou numa festança com bebedeira desenfreada. Se nada disso está envolvido vá e seja feliz (Rm 12:15)! Você não estará desonrando a Jeová, se curvando a Baal ou realizando uma cerimônia pagã. Seja um bom amigo e um bom membro da família e aproveite toda oportunidade para falar de Cristo. Feliz aniversário!

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