O mistério da Trindade

Trindade. © 2023 Fé em Liberdade / Bing AI

  Um dos assuntos mais espinhosos para muitos ex-membros das Testemunhas de Jeová é o tema "Trindade". E isto, na verdade, é bem compreensível. Neste artigo, responderemos a algumas objeçõs comuns à trindade, mas, antes, vejamos quais as raízes das dificuldades dos ex-membros desta seita com essa doutrina bíblica. Por favor, note que o objetivo não é fazer uma defesa abrangente da trindade, mas tão somente refutar os argumentos usados por alguns ex-adeptos da seita em epígrafe.

Limitando Deus

    O grupo religioso norte-americano ensina que Deus é um ser que habita um local específico em domínios espirituais.¹ O livro Thy Kingdom Come (1891, página 321), publicado pelas Testemunhas de Jeová, afirma: "[A estrela] Alcyone, então, pelo que a ciência tem sido capaz de perceber, parece ser 'o trono da meia-noite', no qual todo o sistema de gravitação tem sua sede central, e a partir da qual o Todo-Poderoso governa seu universo". Ao mesmo tempo, ensinam que Deus tem uma espécie de onisciência seletiva e que ele escolhe não saber de certas coisas. Mas, ao fazer isso, as Testemunhas de Jeová contrariam atributos de Deus como a sua onipresença e onisciência (Je 23:24, Pv 15:3, Sl 139:7-10, He 4:12). Essa visão implica em um Deus que não é de fato onipresente, onisciente e muito menos soberano — um ser sujeito ao tempo.

    Mas, o Deus das Escrituras é um Deus bem diferente da imagem construída e adorada pela seita. A onipresença sugere um Deus que é imenso, preenchendo e permeando todo o universo. Sua onisciência não significa apenas que ele tem consciência de tudo o que acontece em toda a sua criação, mas que esse conhecimento se extende além das fronteiras da linha do tempo, uma limitação física, para um mundo físico. Deus não olha para o futuro como uma cartomante, pois para ele todas as coisas estão claramente expostas, sem a ideia de tempo, que é algo que a própria ciência admite que pode ter surgido juntamente com o universo. Claro, existe também a teoria do tempo como sendo uma ilusão, algo que não existe por si mesmo, mas que é o resultado da medida de entropia em um sistema físico. Em ambos os casos, perceba que o tempo é claramente associado ao universo físico. Mas, Deus é o criador de tudo e, portanto, espiritual e hiperdimensional: para ele não há passado, presente ou futuro; estas são noções humanas que projetamos em Deus.

  Portanto, a grande dificuldade com a Trindade decorre justamente de uma tentativa humana de encaixar Deus dentro de conceitos do mundo físico. Nós não podemos verdadeiramente compreender o que é a eternidade de Deus, pois em nosso mundo físico todas as coisas precisam ter uma origem (a percepção da entropia em ação); de fato, a própria busca de uma resposta para a origem de tudo esbarra em um grande ponto de interrogação: "o que vem antes de..." Não podemos escapar desta pergunta, pois sempre estaremos procurando algo que veio antes, uma causa primária infinita. A ideia de um Deus que sempre existiu é incompreensível à mente humana, mas aceitamos isso porque é assim que as Escrituras nos ensinam.

    Não é diferente com a trindade. As Escrituras nos ensinam que há um único e verdadeiro Deus, ao mesmo tempo em que nos dizem que Jesus é Deus e que o Espírito Santo é Deus. Mais do que isso, ela nos mostra que estes seres compartilham atributos e referências de tal maneira que a única conclusão lógica a que podemos chegar é que há um único Deus que subsiste em três pessoas. Qualquer conclusão diferente dessa implicará em explicações que não resistirão a uma análise aprofundada ou, pior, em que a Bíblia seja achada como incoerente, entrando em contradição. Desta forma, temos que a trindade é a única resposta possível à luz das Escrituras para a natureza de Deus, embora seja um mistério para nós entendermos na prática como isso se dá, assim como também não entendemos como alguém pode ter existido eternamente, sem uma causa primária em um momento específico da história universal.

Objeções

O Pai é maior que Jesus

    Tratemos agora de algumas objeções feitas pelas Testemunhas de Jeová. A primeira delas se encontra em João 14:28 (ARA):
"Ouvistes que eu vos disse: vou e volto para junto de vós. Se me amásseis, alegrar-vos-íeis de que eu vá para o Pai, pois o Pai é maior do que eu."
    É curioso como muitas ex-Testemunhas de Jeová pensem que esta passagem é uma espécie de texto mágico, que destrói a trindade. Na realidade, basta estar atento às correlações e não usar um versículo de forma apressada e isolada para chegar a uma compreensão correta. Enquanto homem, Jesus não apenas era menor que o Pai, como também menor até mesmo que aos anjos. Hebreus 2:7 (NVT) diz:
"E, no entanto, por pouco tempo o fizeste um pouco menor que os anjos e o coroaste de glória e honra."
    Note que o escritor bíblico diz que Jesus foi feito (no sentido de ser submetido a uma posição) menor que os anjos e apenas "por pouco tempo". Isso significa não apenas que Jesus, em sua condição humana, era menor que o Pai e os anjos, mas que esta era uma condição temporária e que ao voltar para o Pai ele seria novamente dotado da mesma grandeza deste. Para as Testemunhas de Jeová, Jesus sempre será de grandeza inferior à do Pai, contudo, o texto claramente se opõe a este pensamento. Assim sendo, esta passagem, que supostamente invalidaria a trindade, apenas colabora com ela. Afinal, se Jesus tem mesma grandeza do Pai, e se o Pai  é Deus, logo Jesus também é Deus, pois não pode haver dois seres com a mesma grandeza e apenas um deles ser Deus. Ao mesmo tempo, só existe um único e verdadeiro Deus, por conseguinte a conclusão lógica é que os dois compartilham da mesma divindade. Como Filho unigênito de Deus, Jesus não é uma criatura angelical, mas uma pessoa da mesma espécie que o pai, consubstancial a ele e, portanto, igualmente Deus.

Jesus e o Pai são "um" em propósito.

    De fato, a trindade não afirma que Jesus e o Pai são "um" no sentido de serem a mesma pessoa, mas dizer que as palavras de Jesus siginficam uma mera união de propósitos é no mínimo impreciso. Considere, primeiramente, a passagem de João 10:27-31 (NVT):
Minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna, e elas nunca morrerão. Ninguém pode arrancá-las de minha mão, pois meu Pai as deu a mim, e ele é mais poderoso que todos. Ninguém pode arrancá-las da mão de meu Pai. O Pai e eu somos um”.
Mais uma vez, os líderes judeus pegaram pedras para atirar nele.
  Observe que a afirmação das Testemunhas de Jeová de que esse texto representa uma união de propósitos simplesmente não se sustenta. Jesus diz que as ovelhas estão em sua mão, pois o Pai lhes deu, e que ninguém pode arrancá-las de sua mão. Imediatamente na sequencia, Jesus afirma que ninguém pode arrancá-las das mãos do Pai. Afinal,  as ovelhas estão nas mãos do Pai ou do Filho? Ele deu ou não as ovelhas ao Filho? O próprio Jesus responde: "O Pai e eu somos um". Esta é uma afirmação que mostra que O Filho e o Pai são um único Deus e que, portanto, a mão de ambos é, na realidade, a mão deste Deus. Os líderes judeus entenderam plenamente o que aquilo significava, tanto é que tomaram pedras para mais uma vez tentar apedrejá-lo, como já ocorrera anteriormente, de acordo com João 5:17, 18 (NVT):
Jesus, porém, disse: “Meu Pai sempre trabalha, e eu também”. Assim, os líderes judeus se empenharam ainda mais em encontrar um modo de matá-lo, pois ele não apenas violava o sábado, mas afirmava que Deus era seu Pai e, portanto, se igualava a Deus.
    Os judeus entenderam perfeitamente as implicações do que Jesus dizia. Ora, filho de gato é gato, filho de jacaré é jacaré, filho de homem é homem, e filho de Deus é Deus. Um gato não é menos gato por ser filhote de outro gato, um homem não é menos homem por ser filho de outro homem e Jesus não é menos Deus por ser filho de Deus. Como filho unigênito, Jesus não é um ser criado em um momento determinado na corrente do tempo, mas é eternamente gerado à partir do Pai, e João deixa isso claro nos versos introdutórios de seu evangelho. Em João 1:1-4 (NVT), lemos:
No princípio, aquele que é a Palavra já existia.
A Palavra estava com Deus,
e a Palavra era Deus.
Ele existia no princípio com Deus.
Por meio dele Deus criou todas as coisas,
e sem ele nada foi criado.
Aquele que é a Palavra possuía a vida,
e sua vida trouxe luz a todos.
A luz brilha na escuridão,
e a escuridão nunca conseguiu apagá-la.
    Não, não adianta invocar aqui a famosa regra de Colwell. A tradução correta deste texto é esta que vemos acima e que de maneira semelhante está presente em todas as traduções idôneas das Escrituras. "No princípio", isto é, no começo de toda a criação, em uma clara referência a Bereshit (Gênesis) 1:1, Jesus já existia e não apenas estava com Deus, mas era o próprio Deus. As Testemunhas de Jeová chegam ao extremo de adicionar a palavra "outras" ao texto, dando a entender que Jesus é igualmente uma "coisa" criada e que ajudou a criar outras coisas.

    Perceba a beleza como o texto une Deus e Jesus: "A Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus." Ao mesmo tempo, o evangelista diz que por meio dele, Jesus (que é o próprio Deus), Deus criou todas as coisas. João funde duas pessoas distintas em um único Deus, algo que nossa mente não pode compreender, pois no mundo físico duas pessoas não podem se fundir em uma terceira e ainda assim serem pessoas distintas. Note ainda que a Bíblia diz que o Espírito Santo procede tanto do Pai quanto do Filho, e como tal, igualmente Deus.

    Outra passagem que mostra esta união está em João 8:57-59 (NVT):
Os líderes judeus disseram: “Você não tem nem cinquenta anos. Como pode dizer que viu Abraão?”.
Jesus respondeu: “Eu lhes digo a verdade: antes mesmo de Abraão nascer, EU SOU!”. Então apanharam pedras para atirar em Jesus, mas ele se ocultou deles e saiu do templo.
   O grupo religioso denominado Testemunhas de Jeová defende que esse texto é resultado de uma corrupção da “cristandade apóstata”, e que na realidade Jesus estava afirmando que ele preexistia a Abraão. A tradução do grego ego eimi (EU SOU) permite ambas as interpretações, logo o fator determinante é a teologia. Nesse aspecto, é notório que se Jesus tivesse realmente declarado que ele antecedia a Abraão, isso não constituiria um motivo válido dentro da tradição judaica para apedrejá-lo. Ele seria apenas um insano qualquer. Os judeus queriam apedrejá-lo porque compreenderam que ele se identificava como o próprio Deus Jeová, o que configuraria uma blasfêmia. De fato, Jesus já existia antes de toda a criação, ele existia antes mesmo do tempo vir à existência. A escolha de palavras que ele faz nesse texto é intencional e revela que ele é o próprio EU SOU, isto é, o Jeová dos judeus! Essa tradução remete ao texto de Êxodo 3:14 na Septuaginta, tradução do Antigo Testamento para o grego, e que era muito difundida nos tempos de Jesus devido a ser a língua do povo comum.

   Ademais, observe que o apóstolo João registra outras afirmações de Jesus que começam com as palavras “eu sou”, manifestando em seguida uma profunda reflexão teológica na forma de declarações metafóricas. Estas declarações são: o Pão da vida, ou o pão vivo (João 6:35, 48, 51), a luz do mundo (João 8:12, 9:5), a porta (João 10:7, 9), o Bom Pastor (João 10:11, 14), a ressurreição e a vida (João 11:25), o caminho, a verdade e a vida (João 14:6), e videira (João 15:1, 5). COMFORT (1953), diz:

Estas declarações do “Eu sou” são frequentemente associados com os milagres de Jesus. A declaração e o milagre contribuem para a compreensão do outro. Assim, quando Jesus proclama que Ele é a luz do mundo, Ele continua a trazer vista ao cego. Antes de Jesus levantar Lázaro dos mortos, Ele diz a Marta que Ele é a ressurreição e a vida. A ressurreição de Lázaro é a intenção de mostrar o poder de Jesus para dar vida agora e para demonstrar Seu poder de fazer o que Ele proclamou que era capaz de fazer. Depois de Jesus ter alimentado os cinco mil, ele declarou que era o pão vivo que desceu do céu. Cada um desses milagres é interpretado pela declaração “eu sou”. Somado tudo, as declarações “eu sou” no Evangelho de João nos ajuda a identificar Jesus como divino. Ele é o Deus sempre existente.

    Por fim, uma última passagem usada para defender a ideia de união de propósitos está em João 17:11 (TNM):
Não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Santo Pai, vigia sobre eles por causa do teu nome, o nome que me deste, para que sejam um, assim como nós somos um.
    A nota deste versículo na Tradução do Novo Mundo novamente alega uma união de propósitos, e até mesmo cita o uso de "um" do gênero neutro no grego para identificar uma coisa e não uma pessoa. Ora, como já explicado, a trindade não diz que Jesus e o Pai são a mesma pessoa, mas sim a mesma "coisa", isto é, Deus. Assim sendo, o próprio argumento usado pelas Testemunhas de Jeová corrobora com a ideia da trindade. Ao mesmo tempo, o texto está em harmonia com a teologia cristã, uma vez que os salvos se tornam filhos de Deus por adoção e passam a desfrutar de um tipo de união que apenas o Filho e o Espírito Santo tem com o Pai (Compare com Rm 8:15-17)

Jesus orou a Deus

    Aqui a premissa é de que se Jesus orou a Deus ele não pode ser Deus. Mas, há duas observações importantes que não podem ser ignoradas. A primeira é que o texto diz que Jesus orou ao Pai, uma pessoa distinta dele (Jo 17:1). A segunda é que em sua natureza humana Jesus podia perfeitamente orar ao Pai, e isso de modo algum invalida a ideia de uma trindade. Aliás, o verso 5 deste mesmo capítulo mostra novamente a união entre Pai e Filho, uma união na qual os eleitos são chamados a participar como filhos adotivos, exatamente como discutido no tópico anterior deste artigo.

Jesus tem um Deus

Neste caso, a objeção vem através de uma interpretação equivocada de Rv 3:12 (NVT), em que lemos:
O vitorioso se tornará coluna do templo de meu Deus, de onde jamais sairá. Escreverei nele o nome de meu Deus, e ele será cidadão da cidade de meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, da parte de meu Deus. E também escreverei nele o meu novo nome. 
   Primeiro, é preciso compreender o que está se passando aqui. A linguagem adotada é altamente metafórica. Temos a imagem do templo, com suas colunas, e é dito ao cristão vencedor de Filadélfia que ele será uma das colunas que sustentam o templo, colunas essas que terão escritas nelas um nome triplo: o nome de Deus, que o tem por filho adotivo, de Cristo, seu Senhor, e da Nova Jerusalém. Em Rv 21:2 vemos que a noiva do Cordeiro (a  Igreja) é descrita como esta cidade santa, a Nova Jerusalém.

    É dentro deste cenário que se encontra a fala de Jesus. Ele está se referindo à sua natureza humana, que é subordinada ao Pai, e não à sua natureza divina, que é igual ao Pai. Isso é coerente com a doutrina da Trindade, que afirma que Jesus é tanto Deus quanto homem, e que ele tem duas naturezas em uma só pessoa. Portanto, quando Jesus diz que ele tem um Deus, ele está falando como um homem que adora e obedece ao Pai, e não como Deus que compartilha a mesma essência e glória com o Pai .

A palavra trindade não existe na Bíblia

    Esta também é uma objeção muito comum e, sinceramente, não tem qualquer fundamento lógico. A revelação de Deus que culmina na compreensão de sua natureza triuna é progressiva, e se desenvolve lentamente ao longo da narrativa bíblica. A trindade, enquanto conceito, já existia muito antes da palavra trindade, e era amplamente conhecida. Mas, como sempre acontece nos idiomas, é necessário o desenvolvimento de novas palavras quando se deseja referir-se a um conceito complexo de forma simples. Assim, a palavra trindade surge como um nome para um conceito. Note que a palavra "onisciência" também não está na Bíblia, mas ninguém nega que as Escrituras deixam claro que Deus tem consciência de tudo o que ocorre no universo, logo é onisciênte. Aqui também temos uma palavra feita para expressar uma ideia. Atualmente, é bastante comum o uso do termo tri-unidade, expressão que carrega maior carga semântica, o que é mais um desenvolvimento linguístico que visa expressar de maneira mais precisa o conceito por trás da palavra.

Mesmo que a doutrina da trindade fosse falsa, ela não implicaria em consequências danosas. Pelo contrário: ela atribui a Jesus a mesma glória que o Pai, conforme o mandamento bíblico (Jo 5:23). Logo, ela exalta a Cristo sem diminuir o Pai e preserva o conceito de que há um único e verdadeiro Deus. A rejeição da trindade, por outro lado, deprecia a natureza de Cristo, e se a trindade for verídica, então este é um equívoco gravíssimo da parte dos que a negam.

[ ESTE ARTIGO ESTÁ EM CONSTRUÇÃO: NOVAS OBJEÇÕES E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SERÃO ADICIONADAS POSTERIORMENTE ]

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NOTAS

1. O livro "Thy Kingdom Come" foi publicado em diferentes versões nos anos de 1891, 1898, 1911, 1916 e 1923 e todas possuem a citação indicada, embora em páginas diferentes. Embora este seja um ensinamento obsoleto, permanece entre as testemunhas a ideia de que Deus habita em um local específico dos céus.

BIBLIOGRAFIA

MILLENNIAL DAWN : RUSSELL, C. T. (CHARLES TAZE), 1852-1916 : FREE DOWNLOAD, BORROW, AND STREAMING : [s. d.]. Internet Archive. Disponível em: https://archive.org/details/millennialdawn03inruss. Acesso em: 14 jun. 2023.

SOUSA, Luiz; Explicando a regra gramática grega de Colwell em João 1:1. 26 abr. 2010. Blogspot.com. Disponível em: http://luizsousa-original.blogspot.com/2010/04/explicando-regra-gramatica-grega-de.html. Acesso em: 8 jun. 2023.

COMFORT, Philip. O Significado do “Eu sou”. 24 nov. 2015. Palavra Prudente. Disponível em: https://palavraprudente.com.br/cristologia/o-significado-do-eu-sou/. Acesso em: 8 jun. 2023.

HOLMAN TREASURY OF KEY BIBLE WORDS : 200 GREEK AND 200 HEBREW WORDS DEFINED AND EXPLAINED / EUGENE E. CARPENTER AND PHILIP W. COMFORT : CARPENTER, EUGENE E., 1943- : FREE DOWNLOAD, BORROW, AND STREAMING : [s. d.]. Internet Archive. Disponível em: https://archive.org/details/holmantreasuryof0000carp. Acesso em: 8 jun. 2023.


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