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| Pão e vinho: símbolos do corpo e sangue de Cristo. |
"E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim." — 1Co 11:24
Como vimos no artigo "Quem são os 144 mil", a Bíblia não fundamenta uma distinção entre os cristãos por meio de castas ou classes clericais, com esperança celestial ou terrenal. A esperança da Igreja é estar com Cristo no paraíso no céu, pouco antes dos eventos finais desse velho mundo. Todos os cristãos genuínos fazem parte do figurativo corpo de Cristo e se beneficiam diretamente de seu sangue derramado. É natural, portanto, que todos participem dos emblemas que representam este corpo e sangue de Jesus, o pão e o vinho (1Co 10:16). Evidentemente, ao instituir este memorial conforme o texto acima, nosso Senhor não estava incentivando uma continuidade da celebração da Páscoa, a qual é anual. Sendo assim, qual a periodicidade que devemos adotar?
QUANDO
A Bíblia registra quando os primeiros cristãos costumavam lembrar a morte do Senhor, e se ela provê essa informação, então certamente devemos avaliá-la com cuidado. Atos 20:7 diz: "E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e prolongou a prática até à meia-noite." No primeiro dia da semana, Paulo se reuniu com os crentes em Trôade para pregar e partir o pão, ou seja, celebrar a Ceia do Senhor. Esta é a primeira referência clara à prática cristã de se guardar o domingo como dia de adoração, e aparentemente teve início logo após a ressurreição e ascensão de Cristo. Portanto, as Escrituras nos mostram que a prática de se lembrar do sacrifício do Messias era feita semanalmente aos domingos, ocasião em que também era feita a pregação. Nesse dia, cada família colocava algo à parte para ajudar os necessitados ou mesmo missionários, como Paulo (1Co 16:2). Os cristãos atuais mantém essa prática apostólica e realizam a comunhão a cada domingo, juntamente com outros irmãos, nas suas respectivas denominações, grupos ou ainda em família.
QUEM
A antiga Páscoa só poderia ser celebrada por judeus circuncisos (Êxodo 12:48), e lembrava quando o SENHOR resgatara seu povo do Egito. A Ceia do Senhor tem a participação de todos os membros da Igreja, judeus étnicos convertidos ao cristianismo e cristãos gentios, e é uma lembrança do resgate pago pela humanidade através do sangue de Cristo. A circuncisão, nesse caso, é a do coração (Dt 10:16, Atos 15:19-29). Ter uma circuncisão espiritual, ou circuncisão do coração, significa ter sido transformado pelo Espírito Santo e estar vivendo em harmonia com a vontade de Deus (Rm 2:25-29).
Evidentemente, isso também significa que cada um deve avaliar a si mesmo antes de tomar dos emblemas (1Co 11:28). Não se trata de olhar para si mesmo e considerar-se ou não digno, pois ninguém é digno de tal privilégio. É preciso ter a certeza da sua salvação, acreditar no íntimo que Jesus morreu por você e que você o aceitou como seu Senhor e Salvador, portanto tem a salvação. Em seguida é necessário se certificar de que sua vida está de acordo com o que se esperaria de um convertido em Cristo, alguém onde o Espírito Santo atua. Se alguém que não é cristão deseja participar dessa ocasião semanal tão especial, deve primeiro aprender a verdade, aceitar a Cristo como seu Senhor e Salvador através de uma oração, e então batizar-se em símbolo de sua conversão (Rm 10:9, 10; Atos 2:38).

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